UMA JANELA PARA A AMÉRICA LATINA

Gildásio Jardim

Gildásio Jardim nasceu em Joaíma, no baixo Vale do Jequitinhonha, em 1981. Desde muito novo já desenhava, desenvolvendo os primeiros traços de maneira autodidata. 

O artista observa o cotidiano do seu povo para fazer suas pinturas. Seu olhar, atento e sensível, procura capturar a poesia que cada pessoa carrega. “O ser humano é um bicho muito bonito de se ver”, diz o pintor. 

Para além do registro em sua memória, o artista também cria registros fotográficos. A partir disso, Gildásio pinta a cena e faz uma fusão da imagem registrada com a estampa do tecido. 

Mais que as cores das tintas, também se fundem a personalidade do retratado com as estampas do tecido. São registradas cenas do cotidiano do povo do Vale, do homem do campo, do sertão, da vida simples na roça. 

Assim como as cores e a expressividade dos quadros, também é forte a ação política que suas telas trazem. Por meio do retrato do cotidiano, Gildásio dá voz a sujeitos invisibilizados pela sociedade. Seus quadros possuem voz, cheiros, movimentos; carregam consigo histórias de vida do povo do Vale.

Na galeria virtual estão obras das séries Mulheres estampadas de cotidiano, Pais e filhos, Música e dança, Homens do sertão e Todo meu respeito.