

Durante o mês de fevereiro, o Memorial da América Latina se une à campanha Fevereiro Roxo, dedicada à conscientização sobre três doenças crônicas e ainda sem cura: o Alzheimer, o Lúpus e a Fibromialgia. Como gesto simbólico, as luzes da passarela e da Mão do Memorial recebem a cor roxa, reforçando a importância da informação, do diagnóstico precoce e do cuidado contínuo.
O Fevereiro Roxo é um movimento nacional de alerta para condições que, apesar de distintas entre si, compartilham um ponto fundamental: a ausência de cura definitiva, o que torna o acompanhamento médico, o acesso ao tratamento e a disseminação de informação elementos essenciais para a qualidade de vida dos pacientes.
O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que provoca a perda progressiva da memória e das funções cognitivas. Seu avanço é lento e, muitas vezes, os primeiros sintomas podem ser confundidos com sinais comuns do envelhecimento, o que dificulta o diagnóstico. Nos estágios mais avançados, a doença compromete a autonomia do paciente, que pode passar a necessitar de auxílio para atividades básicas do dia a dia. Trata-se de uma das condições que mais cresce em número de diagnósticos no mundo, tornando-se um desafio crescente para famílias, sistemas de saúde e políticas públicas.
A fibromialgia, por sua vez, é uma síndrome caracterizada por dor muscular crônica e generalizada, frequentemente acompanhada de fadiga, distúrbios do sono, alterações de memória e de humor. Embora não tenha cura, o tratamento adequado, que pode envolver medicação, fisioterapia e práticas integrativas, contribui de forma significativa para a melhora da qualidade de vida e para a redução das limitações funcionais impostas pela doença.
Já o Lúpus Eritematoso Sistêmico é uma doença autoimune inflamatória que pode afetar diferentes órgãos e tecidos do corpo, como pele, articulações, rins e sistema nervoso central. Em casos mais graves, especialmente quando não há acompanhamento médico adequado, o lúpus pode levar a complicações severas. Suas causas ainda não são completamente conhecidas, sendo associadas a fatores genéticos, hormonais, ambientais e infecciosos.
Ao aderir ao Fevereiro Roxo, o Memorial da América Latina reafirma seu papel como espaço de cultura, memória e compromisso social, utilizando seus símbolos arquitetônicos para ampliar a visibilidade de temas relevantes para a sociedade. A iluminação especial convida o público a refletir sobre a importância da empatia, da informação qualificada e do cuidado com a saúde coletiva.
Mais do que um gesto simbólico, a campanha reforça que conhecer é o primeiro passo para cuidar de si, do outro e da comunidade.




