

Durante todo o mês de maio, dois dos principais marcos arquitetônicos do Memorial da América Latina ganham uma nova tonalidade. A Mão, obra icônica de Oscar Niemeyer, e a passarela que conecta os espaços do complexo serão iluminadas em amarelo, em adesão ao movimento internacional Maio Amarelo.
A iniciativa integra uma mobilização global voltada à conscientização sobre a segurança no trânsito. A escolha do mês remonta a 11 de maio de 2011, quando a Organização das Nações Unidas (ONU) decretou a Década de Ação para Segurança no Trânsito, transformando maio em um período estratégico para avaliação e reforço de políticas públicas e ações educativas em todo o mundo.
A cor amarela, utilizada na sinalização viária como advertência e atenção, foi adotada como símbolo da campanha justamente por seu caráter de alerta.
Em sua 13ª edição, o Maio Amarelo traz como tema “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”. A proposta destaca a urgência de ampliar a percepção dos condutores sobre a presença dos demais usuários das vias, especialmente os mais vulneráveis, como pedestres, ciclistas e motociclistas.
O debate ganha ainda mais relevância diante dos dados recentes. Apenas no primeiro trimestre de 2026, a Região Metropolitana de São Paulo registrou mais de 450 mortes no trânsito. Na capital, o número representa um aumento de 5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em todo o estado, as vítimas ultrapassam 1,3 mil, segundo o Departamento Estadual de Trânsito (Detran), ainda que com uma redução de 7% na comparação com 2025.
A iluminação em amarelo transforma a arquitetura em mensagem e convida a população a repensar comportamentos e atitudes no trânsito, um espaço coletivo onde atenção e empatia podem, literalmente, salvar vidas.




